Fernando Pessoa - 1923

"A flor que és, não a que dás, eu quero.

Porque me negas o que não te peço?

Tempo há para negares

Depois de teres dado."

...................................R.R.

quinta-feira, 17 de março de 2011

no forro da casa ou o pinóquio invejoso

Ele não fazia por mal. Nunca se importou em ter mais ou melhores brinquedos, ganhava briquedos usados e também novos e compartilhava com amigos . Talvez tenha sido esta atitude que despertou a ira de um amigo que para não ficar atrás sempre tinha um igual no forro da casa. Dizia o amigo que ele não podia ver os brinquedos, pois sempre havia um empecilho: ora o pai não deixava, ora a mãe...
_Tudo bem, uma outra hora você me mostra... vou voltar pra casa. Estou cheio de imaginação para ler um livro!
_..ahh!! E qual livro é?
_Pinoccio!

...

ps.: o outro nunca lera um livro.

deanmaire f.
16/03/2011 as 22h30 (mas podia ter sido antes...)

Um comentário:

  1. Essa me lembrou CLarice no seu conto Felicidade Clandestina, mais pelos personagens do que pela história. Em resumo, gostei mesmo.

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